O Céu: Luz e Caridade

1ª Parte – A LUZ – A FÉ

A luz, na forma como conhecemos, é basicamente uma gama de partículas atômicas e de ondas elétricas sensíveis, dentro de certa capacidade material, ao olho humano.

Sem máquinas tradutoras da realidade meta-humana o corpo somente vê somente o que a água, como prisma, transforma em arco-íris, ou seja, um conjunto de partículas atômicas e ondas elétricas existentes entre a vibração representada pelo infravermelho e pelo ultravioleta, ou seja, a definição científica da Luz nos restringe a um pequeno poder de percepção

Por que, então, os nomes Luz e Caridade, Luz e Amor, Luz e Carinho, Caminho da Luz.

Pelo mesmo motivo que Jesus falava em parábolas.

Conhecimento sem necessidade de profundidade científica:

A FÉ é a Luz que ilumina o campo desconhecido! É o sentimento de que o caminho traçado por Jesus, apesar de não conhecido, nos levará à consagração espiritual!

Somos feitos de energia, cuja essência a ciência não nos traduz!

Assim, servimo-nos da FÉ para acreditarmos em algo, mas, o que é a FÉ!

Verdade sem necessidade de prova material, científica, positiva, objetiva!!!

A FÉ está no subjetivismo, é o guia do sentimento puramente fraterno!

Kant (1724 – 1804) Disse:

1.- Conhecimentos “a priori” e “a posteriori:

Os conhecimentos “a priori” (como espaço e tempo) existem, sem necessidade de serem complementados, ou seja, quando algo é acrescido ao tempo e ao espaço, deixam de ser tempo e espaço para serem objetos (algo no espaço) e subjetos (algo no tempo).

Somente sabemos da existência do tempo e do espaço, pois, sem eles, não haveria como situar as influências materiais (externas, espaciais) e espirituais (internas, temporais).

2.- Juízos Sintéticos e Analíticos:

Percebemos as coisas pela experiência, ou seja, pelo contato físico/material/objetivo ou pela percepção /intuitiva/sentimental/subjetiva.

Ao percebermos a existência de um objeto no espaço ou de um subjeto no tempo, nossos sentidos captam a mensagem, codifica o que foi verificado e julga as sensações objetivas e subjetivas, que, de acordo com a bagagem cultural transforma as sensações percebidas em Juízos.

Esses Juízos são pré-existentes, ou seja, sua existência é anterior ao processo de formação do juízo, é natural e independente do que faz o homem, são chamados de JUÍZOS ANALÍTICOS (“a priori”).

Outros nascem pela síntese daquilo que foi empiricamente conhecido pelo homem, ou seja, são percebidos pela simples experiência, já existem, porém, dependem da intuição humana que usa com ferramenta os juízos analíticos (espaço e tempo) para serem percebidos, porém, já existiam, independentemente da experiência. São chamados de JUÍZOS SINTÉTICOS “a priori”. É o caso da matemática que, por si somente existe, porém, sem a necessidade de codificação de números, sua existência não era perceptível.

Por fim temos juízos que são efeito da aplicação da intuição humana. A intuição grega aos juízos Analíticos, neste momento, usados como princípios fundamentais, os dados obtidos pelos juízos sintéticos “a priori”, usados como ferramenta, obtendo uma projeção de percepções próprias e posteriores, são os JUÍZOS SINTÉTICOS “a posteriori”.

A FÉ é juízo sintético “a posteriori”. É um quociente intuitivo do ser pensante, cujo dividendo é o rol de informações percebidas no espaço e no tempo, tendo como divisor as informações obtidas empiricamente, por meio das informações provenientes dos juízos sintéticos “a priori”.

2ª Parte – A CARIDADE O  AMOR

“O amor resume inteiramente a doutrina de Jesus, por que é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso realizado” (ESE. Cap. XI, pag. 146, IDE, 287 edição, 2003).  

Quando o ser humano tem uma percepção exterior qualquer, codifica as informações, reflete de acordo com seus parâmetros edifica um juízo, vibrações são emitidas pelo seu aparelho psicossomático.

Como a Luz, amor tem definição restrita.

Amor é a palavra que representa determinada faixa vibracional de sentimento perfeitamente adequada ao crescimento moral.

Amor é a ferramenta da CARIDADE, guia da conduta ética, fraterna, honesta, cristã!

A CARIDADE, apesar de ter divisão didática em material e espiritual, somente é verdadeira quando proveniente do espírito, pois a verdadeira caridade material não está na entrega da matéria ao que precisa, mas no sentimento de igualdade, fraternidade, equidade e no respeito às diferenças, no perdão dos erros e vícios. A entrega material deve ser fruto de um sentimento maior, sob pena de ser puro egoísmo, auto-afirmação social, extermínio de outros problemas ou desencargo de consciência.

A CARIDADE ESPIRITUAL não tem como subjeto satisfação material de outros, mas consciência espiritual de posição humana de cada um em comparação ao próximo. A CARIDADE ESPIRITUAL está fundamentada na noção de que CARIDADE MATERIAL NÃO É MÉRITO, MAS DEVER!!!

A LUZ DO CONHECIMENTO, GUIADA PELA FÉ, CONDICIONA A ATITUDE CARIDOSA, QUE UTILIZANDO O AMOR COMO FERRAMENTA DE TRABALHO, ABRE CAMINHO PARA A EVOLUÇÃO ESPIRITUAL…

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Sobre buscadoelo

Busco o elo entre ciência e religião, positivismo e idealismo, monismo e dualismo, objetivo e subjetivo. Tridimensionalmente básico!!!
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Uma resposta para O Céu: Luz e Caridade

  1. Leonardo disse:

    Lendo este seu texto, lembrei de um livro chamado: Dimensões Escondidas – a unificação de física e consciência, de Alan Wallace.
    Wallace é monge, formado em física e filosofia, doutor em ciência das religiões e ordenado por SS Dalai Lama.
    A identidade entre o livro dele e o seu texto é considerável, o que me faz pensar ser uma boa dica de leitura…

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